domingo, 20 de fevereiro de 2011

Visita de estudo a Perafita para assistir à representação da peça "Auto da barca do inferno", de Gil Vicente

        No dia 3 de Fevereiro de 2011 realizou-se uma visita de estudo a Perafita (Matosinhos) para ver a peça ”Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente.
A partida da Escola ocorreu às 8h30 e a chegada a Matosinhos por volta das 9h.
Enquanto não era permitida a entrada, a turma, em geral, tirou fotografias e passeou pelo recinto.
Havia um jardim à entrada do teatro, onde nos divertiamos e tiravamos fotografias às “estátuas”, até que o sistema de rega foi activado o que fez com que alguns elementos da turma ficassem um pouco molhados, mas divertidos.
Entramos na sala de espectáculos às 10h em ponto e, de seguida, o encenador fez-nos a apresentação da peça, exigindo algumas regras de comportamento e segurança.
Iniciado o espectáculo, os actores entravam pelas portas laterais de uma forma divertida e surpreendente que espantavam todos os alunos das várias escolas.

A representação da peça foi muito engraçada, pois certos actores ao representar a sua personagem interagiram com os estudantes, para ser mais atraente e divertido.
Assim se passou a nossa manhã, com a  Companhia de Teatro “O Sonho”.


Trabalho realizado por: Jéssica silva, Mónica Rocha, Filipa Pinto 9D

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                                                         Luís Vaz de Camões

Como sou Feliz

 



Quando tenho a certeza
Que não és ilusão, nem sonho
É uma sensação tão emocionante
Um sentimento de amor tão profundo
Que trocaria todo o mundo
Para viver só contigo
Para ser só teu.
                          
Cunha Simões



Às vezes bate uma saudade,
Daquele sorriso que nunca me deixa.
Daquele olhar que nunca me corta,
Daquela guria tão especial
                     Otávio Ventura

Abismo

Por ti arrisquei, amei e lutei sem pensar!
Desprezei os outros por tua causa, a pensar que finalmente tinha encontrado o amor!
Mas enganei-me!
Encontrei, foi o terror, nesses teus olhos negros, como uma noite onde não há luar.
Mas nesta noite há tudo! Nesta noite infinita, que só desejo que acabe, há lágrimas de dor e desespero!
Só não há o mesmo amor, intenso e forte que sentia por ti, quando passava horas e horas a olhar para ti e acarinhar-te!


Partem tão tristes...

Senhora, partem tão tristes
Meus olhos por vós, meu bem,
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.
Tão tristes, tão saudosos,
Tão doentes da partida,
Tão cansados, tão chorosos,
Da morte mais desejosos
Cem mil vezes que da vida.
Partem tão tristes, os tristes,
Tão fora de esperar bem
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém
João Roiz de Castelo-Branco,
Cancioneiro Geral

Dia dos Namorados



Segue o teu destino…
Rega as tuas plantas;
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias…
Fernando Pessoa




O valor das coisas
Não está no tempo
Em que elas duram,
Mas sim na intensidade
Com que acontecem…
Fernando Pessoa




Se perder um amor…não se perca!
Se o achar…segure-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
O mais… é nada

Fernando Pessoa

Fantasma

Não te conheço,
Mas já senti o teu cheiro.
Nunca te vi!
Só sei que tenho uma paixão,
No fundo do meu coração
Por ti!


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
                                    
                                      Luís de Camões

Dia dos Namorados

Poesia Portuguesa - Luís de Camões

O fogo que na branda cera ardia,
Vendo o rosto gentil que na alma vejo.
Se acendeu de outro fogo do desejo,
Por alcançar a luz que vence o dia.
Como de dois ardores  se incendia,
De grande impaciência fez despejo,
E, remetendo com furor sobejo,
Vos foi beijar na parte  onde se via.
Ditosa aquela flama, que se atreve
Apagar seus ardores e tormentos
Na vista do que o mundo tremer deve!
Namoram-se, Senhora, os Elementos
De vós, e queima o fogo aquela nave
Que queima corações e pensamentos.

                                   Luís de Camões

Seus Olhos

Seus olhos ... se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou ...
Não tinham luz de brilhar.
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.


Divino, eterno! ... e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, num só momento que a vi,
Queimar toda alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.


Almeida Garrett