sexta-feira, 9 de julho de 2010

O que ele quer de mim?

  Saio eu de casa com a minha mala e o meu caderno, dirijo-me para o jardim da cidade. Ao longo da viagem, levo com o vento fresco na cara, voam os meus cabelos entre aquela frescura, respiro aquela brisa que entra pelas narinas de uma maneira tão suave, e sorrio. Chego ao jardim, procuro um banco que esteja livre e sento-me a observar tudo o que me rodeia. Fico com vontade de escrever, escrevo o que me vai na alma, escrevo o que sinto e, por fim, escrevo o que desejo. Enquanto escrevo, passa o vento por mim, levanta-me os meus cabelos, bate-me na cara, como se me estivesse a dar estalos e vira as páginas do meu caderno.
  Pergunto-me «o que quererá ele de mim?» talvez me queira avisar de que vem aí chuva, ou, então, quererá ele ler o que escrevo …
  Durante todo o caminho para casa, o vento não me larga, e a tal pergunta ocorre-me o tempo todo.

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