quarta-feira, 30 de março de 2011

Semana da Leitura



Na Semana da Leitura a Jéssica e a Mónica leram na biblioteca, os dois poemas que apresentamos. Leiam que vão gostar!


A terra é nossa

Nas frescas águas do rio
dançam os peixes de prata
e toca música d'água
azul e branca, a cascata.

Nos verdes campos de Abril
entre papoilas vermelhas
coelhos-bravos saltitam
arrebitando as orelhas.

Há um perfume no ar
feito de brisas marinhas,
já começam a chegar
aos bandos as andorinhas

De mãos dadas vão cantando,
com suas vozes tão belas
crianças pretas e brancas,
índias e amarelas.                             


                       Luísa Ducla Soares


A Palavra


Falo da natureza.
E nas minhas palavras vou sentindo
A dureza das pedras,
A frescura das fontes,
O perfume das flores.
Digo, e tenho na voz
O mistério das coisas nomeadas.
Nem preciso de as ver,
Tanto as olhei,
Interroguei,
Analisei
E referi, outrora,
Que nos próprios Sinais com que as marquei
                                                                     
                                                       Miguel Torga

Memórias de uma infância



 - Namoras comigo?

Sim ___   Não ___ 

   E depois vinha a música que todos cantávamos:
“ Olha os namorados, primos e casados, foram à igreja, beber uma cerveja!”



                                                                                                      Cátia Santos, 9D

Quem diz que Amor é falso ou enganoso por Luís de Camões


Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.

Amor é brando, é doce, e é piedoso.
Quem o contrário diz não seja crido;
Seja por cego e apaixonado tido,
E aos homens, e ainda aos Deuses, odioso.

Se males faz Amor em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.

Mas todas suas iras são de Amor;
Todos os seus males são um bem,
Que eu por todo outro bem não trocaria.

                                                           Luís de Camões


Poesia por Cátia Santos

  Queria ser como o homem-aranha, beijar- te de cabeça para baixo e sentir o meu coração como se fosse a sair da minha boca!



Cátia Santos, 9D


Amor:


4 Letras
2 Vogais
2 Consoantes
2 Amantes J

                                             Cátia Santos, 9D

terça-feira, 29 de março de 2011

Auto da Barca do Inferno, representado pelo "Sonho"

    Bem cedinho, na manhã de 3 de Fevereiro, num dia de sol, as turmas do 9º ano, agruparam-se todas na porta da escola.
   Todos jeitosos, prontos para uma nova ida ao teatro, muito eufóricos, nem um pé metemos na escola, pois só nos queriamos livrar de mais uma manhã de aulas!
   Mal entrámos na camioneta começaram as gargalhadas e as cantorias. Todo o caminho foi uma animação. Ao chegarmos ao teatro, as professoras deram-nos a liberdade de durante algum tempo podermos passear pelos jardins e tirar fotografias.
   Até que chegou o momento, estava na hora da peça começar, finalmente íamos assistir à peça de Gil Vicente “ O Auto da Barca do Inferno”. Estávamos todos prontos para o começo da peça, e o nosso amigo Hélder Pinto reclamava que não estava bem no seu lugar, pois tinha “medo” de ser chamado ao palco por estar na ponta da fila.
   A peça começou, pela apresentação do Anjo e do Diabo, depois entraram outras personagens, como o Fidalgo,o Onzeneiro...,  interagindo sempre com o público. Até que chegou ao momento por nós eleito como o mais divertido da peça: entra em cena o Procurador e o Corregedor, que escolheram algumas pessoas do público, para irem ao palco, participar na representação. E quem foi logo escolhido? O nosso caro amigo resmungão, Hélder Pinto e mais dois alunos da nossa escola. O Hélder, o mais envergonhado de todos e o mais corado, nem falou. 
   Também achámos um máximo a personagem do Parvo que não tinha noção do que fazia. Contudo, não tinha pecados, daí foi proposto para ajudar o Anjo a julgar as personagens que apareciam no cais. Este só fazia palhaçadas e gozava com os outros, logo todo o público se ria dos seus disparates.
   Mais tarde apareceu Brízida Vaz, a alcoviteira, que vinha carregada, e que chamou ao palco três moças mais uma vez da nossa escola, que ao contrário do Hélder estavam divertidas e nada envergonhadas.
   A Alcoviteira era uma personagem muito engraçada, e que se achava importante.
   O tempo passou e chegamos ao fim, muito surpreendidos pois foi uma peça que, ao contrário de algumas que já assistimos, foi animada e fez-nos rir.

Amar de Carlos Drummond de Andrade

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o amar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

                                                                             Carlos Drummond de Andrade

Trapalhão

O amor é esperto,
Esperto demais!
Pode ser traiçoeiro
Porque nos faz sofrer demais!

                                            Elisa silva, 9D

O amor

Gastamos palavras a tentar descrever um sentimento obscuro, que quando não é correspondido, magoa, arde e faz chorar. Faz cair lágrimas salgadas, que deixam marcas no rosto. Deixam marcas no coração, tal como cicatrizes.
Para quê gastar palavras num sentimento que é inexplicável? Nem as palavras mais complexas o conseguem descrever, nem os advérbios de quantidade conseguem dizer o quão grande é este sentimento.
Deram-lhe o nome de amor. Muitas pessoas o sentem, mas, até agora ninguém o soube descrever.

Ainda me lembro, quando passeávamos junto ao mar de mãos dadas, ao som das ondas a rebentarem na areia. Do som agudo do vento, daquela brisa fresca que percorria os nossos corpos. Lembro-me dos teus lábios tão perto do meu ouvido, da tua profunda respiração que me fazia arrepiar, e da tua voz grave quando me dizias: AMO-TE.
Não me vou esquecer nunca, meu amor.
  
                                                                                   
Não quero ser cúmplice dos erros,  
Nem mesmo cúmplice do amor.  
Quero apenas ser a tua cúmplice,  
para que me possas dar o devido valor.
Será loucura o que faço por ti?
Ou será amor?
Agora não te digo, pois as palavras esqueci.

                                                               Cristiana Gomes, 9D

Poesia por Cristiana Gomes

Da noite para o dia tudo muda.
Muda o tempo, mudam as estações, mudam as pessoas, e mudam as nossas vidas.
O céu da minha cidade não mudou e o meu amor por ti também não.

                                                                                                                                   Cristiana Gomes, 9D

Poesia por Cristiana Gomes

Psssst?
Sim, tu aí.
Vou dizer-te bem baixinho: amo-te.

                                            Cristiana Gomes, 9D

O Amor, Quando se Revela - poesia de Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar para ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Para saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

                                          Fernando Pessoa

Poesia por William Shakespeare

"De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,

Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;

É astro que norteia a vela errante,

Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;

Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.

Se isso é falso, e que é falso alguém provou,

Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou".

E, Por Sermos... Amores...Amados...Amantes...Amigos...
Tudo Dito, É Verdadeiro E Por Sê-Lo, Devemos Seguir,

Como Mandamentos, Imperioso À felicidade !!!!!
Beijos!!! Abraços...!!! Um Cheiro...HHHUUUMMM!!!!

                                                                            William Shakespeare

Poesia de Fernando Pessoa

Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
                         
                                              Fernando Pessoa

Poesia por William Shakespeare

Não chame o meu amor de Idolatria
Nem de Ídolo realce a quem eu amo,
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre o meu amor galante,
Inalterável, em grande excelência;
Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença.
'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo;
'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento;
E em tal mudança está tudo o que primo,
Em um, três temas, de amplo movimento.
'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora;
Num mesmo ser vivem juntos agora.
                                   
                                                          William Shakespeare

Nasci para te amar

Erros meus, má fortuna, amor ardente por Luís de Camões


Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!

                                                          Luís de Camões


"Aula prática" sobre Segurança e Prevenção Rodoviária

        No dia 8 e 10 de Fevereiro, realizou-se na escola uma aula de Segurança Rodoviária no âmbito da disciplina de Físico-Química, onde falamos sobre a prevenção rodoviária e os seus perigos.Também falamos sobre como devemos atravessar uma passadeira em segurança, como é importante o uso de capacete adequado num motociclo, à noite o uso de roupas claras, colete ou uma bracelete luminosa.
        Nos primeiros 45 minutos os instrutores apresentaram um Power Point onde nos fizeram entender o que era a Segurança e Prevenção Rodoviária.
        Nos segundos 45 minutos estivemos a fazer uma “actividade prática”, onde os alunos Bruno Vinhas, Elisa Silva e Ricardo Machado andaram de bicicleta para nos explicar a importância da Distancia de Segurança.
        O exercício foi o seguinte: em primeiro lugar os instrutores mandaram-nos correr a uma velocidade elevada, para ver onde nós parávamos. Depois os instrutores mandaram-nos colocar uns cones no sítio onde achávamos que era mais adequado, de modo a não sermos atropelados. Seguidamente deram ordem para os que iam andar de bicicleta, partirem a uma velocidade elevada, e pararem quando os eles mandassem, para verificarmos se os cones que tínhamos colocado, tinham sido atropelados.

        
                                                                                                                              

terça-feira, 22 de março de 2011

Poesia por Cátia Santos


Não escolhemos quem amamos, porque o coração não escolhe quem ama!

                                                                                                    






Um dia a lágrima disse ao sorriso:
- Tenho inveja de ti!
- Então, porquê? - Perguntou o sorriso.
- Porque és feliz!
E o sorriso respondeu:
- Não tenhas, porque muitas vezes sou o disfarce da tua dor!

                                                                            

Como te faz sentir o amor?




Como te faz sentir o amor?
Eu vou explicar-te:
- Feliz
- Divertido
- Bem-disposto
- Amado
- Desejado
- Importante
- Único
- Ternurento…
Depois de tudo isto e muito mais, imaginas o mundo sem amor?

                                                                    

Poesia por Elisa Silva

Trapalhão  

O amor é esperto,
Esperto demais!
Pode ser traiçoeiro
Porque nos faz sofrer demais!

Abismo

Por ti arrisquei, amei e lutei sem pensar!
 Desprezei os outros por tua causa, a pensar que finalmente tinha encontrado o amor!
Mas enganei-me!
Encontrei, foi o terror, nesses teus olhos negros, como uma noite onde não há luar.
Mas nesta noite á tudo! Nesta noite infinita que só desejo que acabe!
Há lágrimas dor e desespero!
Só não há o mesmo amor, intenso e forte que sentia por ti, como quando passávamos horas e horas a olhar para ti e a te acarinhar!


                                                                                                    Elisa Silva, 9D

Poesia portuguesa - Mário Quintana





Quiseste expor teu coração a nu.
E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio.
Ah, pobre amigo, nunca saibas tu
Como é ridículo o amor... alheio!
 
                                   Mário Quintana

Seus Olhos

Seus olhos ... se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou ...
Não tinham luz de brilhar.
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.


Divino, eterno! ... e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, num só momento que a vi,
Queimar toda alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.


                   Almeida Garrett

quarta-feira, 9 de março de 2011

O amor é como um brinquedo



Já pensaste que o amor é como um brinquedo?
Quando é novo não o conseguimos deixar, mas quando se torna insignificante é difícil de aguentar

Cátia Santos, 9D

Ida ao teatro


   No passado dia 2 de Fevereiro, todos os alunos do 9º ano foram assistir à peça, “Auto da Barca do Inferno”, em Matosinhos.
   Todos os alunos ficaram muito entusiasmados com o espectáculo, uma vez que os actores representaram maravilhosamente.
   A entrada do Anjo foi um pouco assustadora, mas sentia-se mesmo a sua paz. Já, a entrada do Diabo foi divertida e muito maluca, todos acharam muita piada!
   Ao longo de toda a peça houve imensa diversão, porque os actores fizeram-nos rir muito.
   No decorrer da peça os actores incentivaram alguns alunos a participar na sua representação, um deles foi o nosso colega Hélder Pinto com a personagem que fazia de Corregedor.
   Foi uma animação, pois o Hélder recusou fazer a coreografia que lhe propunham.
   No final, demos um grande aplauso e os actores agradeceram.
Passamos um dia magnífico e também ficamos a saber mais sobre a peça “Auto da Barca do Inferno”.

Trabalho de grupo: Cátia Freitas, Diana Pinho, Eduarda Tavares, Conceição Pereira e Tânia Pereira, 9D