terça-feira, 29 de março de 2011

Auto da Barca do Inferno, representado pelo "Sonho"

    Bem cedinho, na manhã de 3 de Fevereiro, num dia de sol, as turmas do 9º ano, agruparam-se todas na porta da escola.
   Todos jeitosos, prontos para uma nova ida ao teatro, muito eufóricos, nem um pé metemos na escola, pois só nos queriamos livrar de mais uma manhã de aulas!
   Mal entrámos na camioneta começaram as gargalhadas e as cantorias. Todo o caminho foi uma animação. Ao chegarmos ao teatro, as professoras deram-nos a liberdade de durante algum tempo podermos passear pelos jardins e tirar fotografias.
   Até que chegou o momento, estava na hora da peça começar, finalmente íamos assistir à peça de Gil Vicente “ O Auto da Barca do Inferno”. Estávamos todos prontos para o começo da peça, e o nosso amigo Hélder Pinto reclamava que não estava bem no seu lugar, pois tinha “medo” de ser chamado ao palco por estar na ponta da fila.
   A peça começou, pela apresentação do Anjo e do Diabo, depois entraram outras personagens, como o Fidalgo,o Onzeneiro...,  interagindo sempre com o público. Até que chegou ao momento por nós eleito como o mais divertido da peça: entra em cena o Procurador e o Corregedor, que escolheram algumas pessoas do público, para irem ao palco, participar na representação. E quem foi logo escolhido? O nosso caro amigo resmungão, Hélder Pinto e mais dois alunos da nossa escola. O Hélder, o mais envergonhado de todos e o mais corado, nem falou. 
   Também achámos um máximo a personagem do Parvo que não tinha noção do que fazia. Contudo, não tinha pecados, daí foi proposto para ajudar o Anjo a julgar as personagens que apareciam no cais. Este só fazia palhaçadas e gozava com os outros, logo todo o público se ria dos seus disparates.
   Mais tarde apareceu Brízida Vaz, a alcoviteira, que vinha carregada, e que chamou ao palco três moças mais uma vez da nossa escola, que ao contrário do Hélder estavam divertidas e nada envergonhadas.
   A Alcoviteira era uma personagem muito engraçada, e que se achava importante.
   O tempo passou e chegamos ao fim, muito surpreendidos pois foi uma peça que, ao contrário de algumas que já assistimos, foi animada e fez-nos rir.

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