quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vida, obra e autos de Gil Vicente

À descoberta de Gil Vicente.

Um vídeo/investigação realizado por 5 alunos da turma do 9D. Agradecemos a participação de todos os professores envolvidos.








Canção inspirada em Gil Vicente

Composição elaborada por alguns alunos da turma do 9D que contou com a colaboração da professora de Educação Musical Isabel Ventura.

Reinterpretando Gil Vicente - Paulo Portas

               Cena II
                    De seguida, chega ao cais Paulo Portas,
                    acompanhado pelos seus apoiantes. chegado ao cais
                    dirige-se ao arrais infernal.

          PAULO PORTAS
               Hou da barca!
          DIABO
               Quem vem lá?
          PAULO PORTAS
               Paulo Portas a seu dispor.
          DIABO
               Paulo Portas, deputado de CDS e ex-primeiro ministro?
          PAULO PORTAS
               Sim senhor. E você é?
          DIABO
               Sou a companhia para a tua ultima viagem.
          PAULO PORTAS
               E para  onde vai a barca?
          DIABO
               Vai para a terra infernal, terra de Berzebu.
          PAULO PORTAS
               Diabo infernal, para ai não vou eu!
          DIABO
               E como tens tanta certeza
          PAULO PORTAS
               Sou politico e merece um lugar de prestigio! Vou
               procurar na outra barca alguém que me perceba.

                    E dirige-se a barca angelical.

          PAULO PORTAS
               Quem é o dono desta barca?
          ANJO
               Sou eu... e vós, quem sois?
          PAULO PORTAS
               Paulo Portas, a seu dispor.
          ANJO
               E que queres daqui?
          PAULO PORTAS
               A passagem para o paraíso.
          ANJO
               E o que te leva a pensar que vais para lá?
          PAULO PORTAS
               O meu estatuto.
          ANJO
               Então fica sabendo que por teres gozado em vida e te
               teres aproveitado dos outros, não tens lugar nesta
               barca. ai daqui e não me faças perder o meu tempo.

                    Paulo Portas volta então a barca infernal.

          DIABO
               Então meu caro, decidiste embarcar?
          PAULO PORTAS
               Não tenho outra escolha. Se ao menos eu tivesse trazido
               o meu submarino...
          DIABO
               Embarca então que iras remar ate chegarmos.

Reinterpretando Gil Vicente - Lili Caneças

       ACTO I
                                   CENA 1
                    Chega ao cais, cheia de luxo e glamour, Lili
                    Caneças, levando várias malas.
          LILI CANEÇAS
               Ó se faz favor? Queriduxo? Aí alguém?
          DIABO
               Quem está aí tão apressado? Até parece que vai haver
               alguma inundação...
          LILI CANEÇAS
               Não sujo eu os meu Channel. Venha-me buscar,  sua
               criatura!
          DIABO
               Ora só cá faltava esta! Bem que podes esperar sentada,
               que em pé cansas-te.
          LILI CANEÇAS
               Não vem ajudar uma senhora?
          DIABO
               E onde está ela?
          LILI CANEÇAS
               Ai que impertinente!
          DIABO
               Impertinente é quem lhe fez as orelhas.
          LILI CANEÇAS
               O Doutor realmente fez um belo trabalho, não concorda?
          DIABO
               Entre e eu vejo mais de perto...
          LILI CANEÇAS
               Acha mesmo criatura? Nessa pindériquice? Jamais...
          DIABO
               Vai ver que vai gostar mais do lado de dentro.
          LILI CANEÇAS
               Já agora, para onde vai tal embarcação, se assim
               podemos de chamar?
          DIABO
               Vai para a terra de ninguém, para a terra dos perdidos.
          LILI CANEÇAS
               Ai, nosso senhor, Deus me livre de eu entrar aí... Na
               terra dos perdidos? Never! Vou antes aquela ali mais
               simplérrima.

                    Então Lili Caneças dirige-se á barca do anjo,
                    apressada por poder partir o quanto antes.

          LILI CANEÇAS
               Faz favor? Está alguém aí?
          ANJO
               Que quer daqui?
          LILI CANEÇAS
               Olhe, já estive naquela barca, mas como era de uma
               pindériquice total, decidi entrar nesta.
          ANJO
               E acha que tem o espírito limpo o suficiente para
               entrar aqui?
          LILI CANEÇAS
               Claro que sim. Umas semanas antes de morrer, tinha
               feito, inclusive, uma lipoaspiração.
          ANJO
               Não é disso a que eu me refiro. Viveu uma vida de
               luxúria, sem partilhar nem ajudar os outros. Nunca teve
               uma boa acção para com o próximo. Desse jeito, aqui não
               irá embarcar.
          LILI CANEÇAS
               Criatura, como se atreve? Exijo mais respeito! Sou uma
               senhora, vou regressar á outra barca. A sua também era
               de uma simplicidade total, com muito pouco glamour.
               Bisous

                    E Lili Caneças volta para o arrais infernal

          DIABO
               Com que então decidiste embarcar? Decisão sábia. Não te
               vais arrepender. Quando chegarmos terás servos só para
               ti. Entretanto, irás remar e levar por cada remo que
               recuses.

                    Lili Caneças embarca e ficam à espera que chegue
                    mais alguém.

Reinterpretando Gil Vicente - professor Capitolino

EPISÓDIO DO PROFESSOR CAPITOLINO
Depois da Lili Caneças embarcar na barca do mal, segue o senhor professor Capitolino, professor de Inglês com os testes do 8º ano, com 90% de negativas, dirigindo-se directamente à barca do Inferno:
Prof. Capitolino:  Your Highness, are you there?
 
Diabo: Qué queres? O inglesado, pensas que estás a onde? Em Londres City?
Prof. Capitolino: Perdão, não é preciso seres tão bruto…
Diabo: Coitadinho, não chores que me inundas o chão todo, e eu já o limpei hoje.
Prof. Capitolino: Oh …
Diabo: Mas vamos lá ao que interessa, que de caminho dá o Jogo na televisão.
Prof. Capitolino: Então vamos lá, não te quero enraivecer, Your Majesty…
Diabo: Ohhh, mau, mau, Maria... Já não te disse para parares com o Inglês. De caminho passo-me dos carretos.
Prof.Capitolino : Oh, tá bem, está. Vou-me mas é embora, vou à outra barca, antes que Your Majesty se enerve.

E com isto, o Prof. Capitolino dirige-se à Barca da Glória, pensando alto :
- Agora não posso ser tão formal, o outro não gostou nada. Tenho que mudar a minha abordagem inicial.


Prof. Capitolino: Ó da casa?
Anjo: Que maneira é essa de se dirigir à barca divina? Pensas que isto é a Feira dos Carvalhos?
Prof. Capitolino: De modo algum, a Feira das Carvalhos é conhecida internacionalmente. Até eu, compro toda a minha indumentária.
Anjo: Ui, que chique. E eu compro as minhas nos Champs-Elysés .
Prof. Capitolino: Ah ! Não sabia isso, Vossa mercê…
Anjo:Não te estiques, não te estiques, que o macaco fica-te curto. Tu um professor que chumbavas quase todos os teus alunos e não davas a matéria toda. E depois ias feliz para o Facebook, jogar FarmVille .. E gastavas todo o teu dinheiro a comprar FarmCash, apesar da crise. Seu viciado…
Prof. Capitolino: Para que é que eu ia gastar o meu Latim a ensinar os moços, se eles são uns burros?
Anjo: Mas é a tua obrigação ensiná-los!
Prof. Capitolino: Minha obrigação? Com o salário que me pagam, nem para a gasolina dá para chegar à escola.
Anjo: Ó, também. Auf Wiesershien, vou mas é para a outra barca. São mais simpáticos por aquelas bandas.

        E assim, Capitolino volta à barca do Inferno:

Prof. Capitolino: Hum, voltei!
Diabo: Que novidade, nem me digas isso.
Prof. Capitolino: Não me aceitaram na Barca do Anjo.
Diabo: E estás arrependido das tuas acções?
Prof. Capitolino: Estou, estou muito.
Diabo: Então entra, rápido. Se não, vais a nado. E toca a remar, que eu não tenho capital para contratar empregados. Perdi muito dinheiro nas acções, e o FarmCash está caro. Anda lá!

Resumo da vida e obra de Gil Vicente em desenho.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Semana da Leitura



Na Semana da Leitura a Jéssica e a Mónica leram na biblioteca, os dois poemas que apresentamos. Leiam que vão gostar!


A terra é nossa

Nas frescas águas do rio
dançam os peixes de prata
e toca música d'água
azul e branca, a cascata.

Nos verdes campos de Abril
entre papoilas vermelhas
coelhos-bravos saltitam
arrebitando as orelhas.

Há um perfume no ar
feito de brisas marinhas,
já começam a chegar
aos bandos as andorinhas

De mãos dadas vão cantando,
com suas vozes tão belas
crianças pretas e brancas,
índias e amarelas.                             


                       Luísa Ducla Soares


A Palavra


Falo da natureza.
E nas minhas palavras vou sentindo
A dureza das pedras,
A frescura das fontes,
O perfume das flores.
Digo, e tenho na voz
O mistério das coisas nomeadas.
Nem preciso de as ver,
Tanto as olhei,
Interroguei,
Analisei
E referi, outrora,
Que nos próprios Sinais com que as marquei
                                                                     
                                                       Miguel Torga

Memórias de uma infância



 - Namoras comigo?

Sim ___   Não ___ 

   E depois vinha a música que todos cantávamos:
“ Olha os namorados, primos e casados, foram à igreja, beber uma cerveja!”



                                                                                                      Cátia Santos, 9D

Quem diz que Amor é falso ou enganoso por Luís de Camões


Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.

Amor é brando, é doce, e é piedoso.
Quem o contrário diz não seja crido;
Seja por cego e apaixonado tido,
E aos homens, e ainda aos Deuses, odioso.

Se males faz Amor em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.

Mas todas suas iras são de Amor;
Todos os seus males são um bem,
Que eu por todo outro bem não trocaria.

                                                           Luís de Camões


Poesia por Cátia Santos

  Queria ser como o homem-aranha, beijar- te de cabeça para baixo e sentir o meu coração como se fosse a sair da minha boca!



Cátia Santos, 9D


Amor:


4 Letras
2 Vogais
2 Consoantes
2 Amantes J

                                             Cátia Santos, 9D

terça-feira, 29 de março de 2011

Auto da Barca do Inferno, representado pelo "Sonho"

    Bem cedinho, na manhã de 3 de Fevereiro, num dia de sol, as turmas do 9º ano, agruparam-se todas na porta da escola.
   Todos jeitosos, prontos para uma nova ida ao teatro, muito eufóricos, nem um pé metemos na escola, pois só nos queriamos livrar de mais uma manhã de aulas!
   Mal entrámos na camioneta começaram as gargalhadas e as cantorias. Todo o caminho foi uma animação. Ao chegarmos ao teatro, as professoras deram-nos a liberdade de durante algum tempo podermos passear pelos jardins e tirar fotografias.
   Até que chegou o momento, estava na hora da peça começar, finalmente íamos assistir à peça de Gil Vicente “ O Auto da Barca do Inferno”. Estávamos todos prontos para o começo da peça, e o nosso amigo Hélder Pinto reclamava que não estava bem no seu lugar, pois tinha “medo” de ser chamado ao palco por estar na ponta da fila.
   A peça começou, pela apresentação do Anjo e do Diabo, depois entraram outras personagens, como o Fidalgo,o Onzeneiro...,  interagindo sempre com o público. Até que chegou ao momento por nós eleito como o mais divertido da peça: entra em cena o Procurador e o Corregedor, que escolheram algumas pessoas do público, para irem ao palco, participar na representação. E quem foi logo escolhido? O nosso caro amigo resmungão, Hélder Pinto e mais dois alunos da nossa escola. O Hélder, o mais envergonhado de todos e o mais corado, nem falou. 
   Também achámos um máximo a personagem do Parvo que não tinha noção do que fazia. Contudo, não tinha pecados, daí foi proposto para ajudar o Anjo a julgar as personagens que apareciam no cais. Este só fazia palhaçadas e gozava com os outros, logo todo o público se ria dos seus disparates.
   Mais tarde apareceu Brízida Vaz, a alcoviteira, que vinha carregada, e que chamou ao palco três moças mais uma vez da nossa escola, que ao contrário do Hélder estavam divertidas e nada envergonhadas.
   A Alcoviteira era uma personagem muito engraçada, e que se achava importante.
   O tempo passou e chegamos ao fim, muito surpreendidos pois foi uma peça que, ao contrário de algumas que já assistimos, foi animada e fez-nos rir.

Amar de Carlos Drummond de Andrade

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o amar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

                                                                             Carlos Drummond de Andrade

Trapalhão

O amor é esperto,
Esperto demais!
Pode ser traiçoeiro
Porque nos faz sofrer demais!

                                            Elisa silva, 9D

O amor

Gastamos palavras a tentar descrever um sentimento obscuro, que quando não é correspondido, magoa, arde e faz chorar. Faz cair lágrimas salgadas, que deixam marcas no rosto. Deixam marcas no coração, tal como cicatrizes.
Para quê gastar palavras num sentimento que é inexplicável? Nem as palavras mais complexas o conseguem descrever, nem os advérbios de quantidade conseguem dizer o quão grande é este sentimento.
Deram-lhe o nome de amor. Muitas pessoas o sentem, mas, até agora ninguém o soube descrever.

Ainda me lembro, quando passeávamos junto ao mar de mãos dadas, ao som das ondas a rebentarem na areia. Do som agudo do vento, daquela brisa fresca que percorria os nossos corpos. Lembro-me dos teus lábios tão perto do meu ouvido, da tua profunda respiração que me fazia arrepiar, e da tua voz grave quando me dizias: AMO-TE.
Não me vou esquecer nunca, meu amor.
  
                                                                                   
Não quero ser cúmplice dos erros,  
Nem mesmo cúmplice do amor.  
Quero apenas ser a tua cúmplice,  
para que me possas dar o devido valor.
Será loucura o que faço por ti?
Ou será amor?
Agora não te digo, pois as palavras esqueci.

                                                               Cristiana Gomes, 9D

Poesia por Cristiana Gomes

Da noite para o dia tudo muda.
Muda o tempo, mudam as estações, mudam as pessoas, e mudam as nossas vidas.
O céu da minha cidade não mudou e o meu amor por ti também não.

                                                                                                                                   Cristiana Gomes, 9D

Poesia por Cristiana Gomes

Psssst?
Sim, tu aí.
Vou dizer-te bem baixinho: amo-te.

                                            Cristiana Gomes, 9D

O Amor, Quando se Revela - poesia de Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar para ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Para saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

                                          Fernando Pessoa

Poesia por William Shakespeare

"De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,

Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;

É astro que norteia a vela errante,

Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;

Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.

Se isso é falso, e que é falso alguém provou,

Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou".

E, Por Sermos... Amores...Amados...Amantes...Amigos...
Tudo Dito, É Verdadeiro E Por Sê-Lo, Devemos Seguir,

Como Mandamentos, Imperioso À felicidade !!!!!
Beijos!!! Abraços...!!! Um Cheiro...HHHUUUMMM!!!!

                                                                            William Shakespeare